9 de out de 2010

Nobel da Paz


                                                       

Preso no ano passado por subversão, Xiaobo foi laureado por sua luta pacífica pela democracia no país. Ex-professor de literatura, o dissidente de 54 anos foi condenado a uma pena de prisão de 11 anos por ter escrito, em 2008, em conjunto com outros ativistas chineses, um manifesto pela liberdade de expressão e pela realização de eleições multipartidárias.
"Ao longo dos últimos 30 anos, a China fez notáveis progressos em reformas econômicas e na melhoria da vida de seu povo, retirando centenas de milhões da pobreza”. "Mas este prêmio nos lembra que a reforma política não seguiu a mesma velocidade e que os direitos humanos básicos de cada homem, mulher e criança têm de ser respeitados.
A Anistia Internacional, além de vários outros organismos de defesa dos direitos humanos espalhados pelo mundo, engrossaram o coro e pediram que o dissidente seja libertado.
"Este prêmio só pode fazer uma diferença real se resultar em mais pressão internacional sobre a China para liberar Liu, assim como diversos outros prisioneiros de consciência apodrecendo nas cadeias chinesas por exercer seu direito de liberdade de expressão.

5 de out de 2010

Lenda Japonesa




Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio. Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte Zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.  Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali.  Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama. O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insulta-lo.  Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.  Durante horas fez tudo para provoca-lo, mas o velho permaneceu impassível.  No final do dia, sentindo-se ja exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se.  E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega ate você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?  
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo.  A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir...

28 de set de 2010

Anjo Surdo





                                      Sou o anjo surdo




Conta-se que uma mulher vivia sozinha e muito se lamentava de solidão e nenhuma companhia. Ninguém jamais aparecia em sua casa.
Certa manhã chovia muito, e alguém bateu à sua porta: era um pequeno homem, tremendo de frio, molhado da cabeça aos pés. Vendo o visitante tão inesperado, imediatamente mandou que ele entrasse.
Ali, com as vestes pingando, ele ouviu a mulher que por mais de uma hora lamentou sua solidão e falta de companhia. Ela não lhe ofereceu roupas secas ou algo quente para se aquecer, tão envolvida que estava em suas próprias queixas.
Ele não tirava os olhos dos seus lábios em movimento ansioso, contínuo e disparado.
Cessada a chuva, ele fez menção de sair da casa, no que a mulher se inquietou:
"Espere! Nem sei seu nome! Você voltará? "
Ao que o homem reagiu, estendendo-lhe um papel totalmente seco, onde se lia:
Sou o Anjo Surdo. Só posso ouvir corações. Trago o remédio que cura a solidão, fazendo nascer amizades. Seu efeito não se manifesta naqueles que só falam de si e pensam apenas em si próprios.
Isto dito, desapareceu ... e nunca mais alguém bateu naquela porta.

26 de set de 2010

ABORTO, CRIME ABOMINÁVEL!

 

Preocupada, uma mulher procurou o seu ginecologista.
- "Doutor, eu estou com um problema muito sério e preciso da sua ajuda desesperadamente! O meu bebé não tem um ano e eu estou grávida novamente. Eu não quero outro filho."
Então o médico disse:
- "Em que exactamente você quer que eu a ajude?"
- "Eu quero fazer um aborto!"
Depois de pensar por alguns instantes, o médico falou:
- "Olhe, eu tive uma ideia que me parece melhor e também é muito menos arriscada."
A mulher sorriu satisfeita.
Então o médico continuou:
- "Veja bem, para que você não tenha que tomar conta de dois bebés, vamos matar esse que está nos seus braços. Assim, a senhora poderá descansar até que o outro nasça. Já que vamos matar um dos seus filhos, não importa qual deles. Dizem que os filhos são todos iguais para as mães. Não é verdade? E, além do mais, sua vida não correrá risco com procedimentos cirúrgicos, se você escolher esse aí para matarmos."
A mulher ficou horrorizada com as palavras do médico e disse-lhe:- "Que monstruosidade é essa que o doutor me está a propor! Matar uma criança é um crime!"
O médico respondeu-lhe:
- "Eu concordo. Mas eu pensei que isso não fosse um problema para a senhora. Eu só estou a sugerir que você troque o filho que será morto."
Pelo semblante da mulher, o médico viu que tinha conseguido esclarecer o seu ponto de vista.
E ele convenceu-a que não há diferença entre matar uma criança que está nos braços ou uma que está no ventre....
...O CRIME É O MESMO!

O Anúncio de Bilac




                                                                                 
(A função do poeta)

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua:
- Sr. Bilac, estou a precisar vender a minha propriedade, que o Senhor tão bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para a venda no jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel que o amigo lhe estendia e escreveu:

VENDE-SE ENCANTADORA PROPRIEDADE
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes água de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
“Meses depois, o poeta reencontrou o comerciante e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade”.
- Nem pense mais nisso Sr. Bilac! Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.

                                                                      

18 de set de 2010

A mentira


 





A mentira é tão frequentemente utilizada que o seu sentido ultimamente parece tender a ser banalizado. Segundo as estatísticas (citadas por Roque Theophilo), mentimos cerca de 200 vezes por dia e em média uma vez por cada 5 minutos.
Começando pelos falsos elogios - p.ex, essa saia fica-te mesmo bem -, passando pelas desculpas "esfarrapadas" - p.ex., não pude fazer os trabalhos de casa porque faltou a luz - ou pelas mentiras descaradas, chegam mesmo existir casos em que os pais, que parecem tão preocupados quando os filhos mentem, os incitam a mentir - p.ex. quando lhes pedem para dizer que eles não estão em casa.
A mentira pode surgir por várias razões: receio das consequências (quando tememos que a verdade traga consequência negativas), insegurança ou baixa de auto-estima (quando pretendemos fazer passar uma imagem de nós próprios melhor do que a que verdadeiramente acreditamos), por razões externas (quando o exterior nos pressiona ou por motivos de autoridade superior ou por co-acção), por ganhos e regalias (de acordo com a tragédia dos comuns, se mentir trás ganhos vale a pena mentir já que ficamos em vantagem em relação aos que dizem a verdade) ou por razões patológicas.
Na infância mentimos para nos isentarmos das culpas. Muitas vezes os adolescentes descobrem que a mentira pode ser aceite em certas ocasiões e até ilibá-los de responsabilidade e ajudar a sua aceitação pelos colegas.

A mentira pode ainda surgir como uma dependência, quando dita de uma forma compulsiva. Os dependentes da mentira sabem que estão a mentir mas não se conseguem controlar, num processo que surge de uma forma muito semelhante ao do vício do jogo ou à dependência de álcool ou de drogas.

10 de set de 2010

Eu não sou a mais apaixonada por Virginia Woolf

                                                                             


Eu não sou a mais apaixonada por Virginia Woolf, mas concordo com ela em alguns aspectos da vida da mulher... Dizia ela:


“(...) Shakespeare teve uma irmã; mas não procurem por ela na vida do poeta escrita por

Sir Sidney Lee. Ela morreu jovem - ai de nós! Não escreveu uma só palavra. Ela

está enterrada onde os ônibus param agora, em frente ao Elephant and Castle.

Pois bem, minha crença é que essa poetisa que nunca escreveu uma palavra e que

foi enterrada numa encruzilhada ainda vive. Ela vive em vocês e em mim, e em

muitas outras mulheres que não estão aqui esta noite, porque estão lavando a

louça e pondo os filhos para dormir. Mas ela vive; pois os grandes poetas nunca

morrem, são presenças contínuas, precisam apenas da oportunidade de andarem

entre nós em carne e osso. Pois minha crença é que, se vivermos

aproximadamente mais um século - e estou falando na vida comum que é a vida

real, e não nas vidinhas à parte que vivemos individualmente - e tivermos, cada

uma, muitas libras por ano e o próprio quarto; se tivermos o hábito da

liberdade e a coragem de escrever exatamente o que pensamos; se fugirmos um

pouco da sala de estar comum e virmos os seres humanos nem sempre em sua relação

uns com os outros, mas em relação à realidade, e também o céu e as árvores ou o

que quer que seja, como são; se olharmos mais além do espectro de Milton, pois

nenhum ser humano deve tapar o horizonte, se encararmos o fato de que não há

nenhum braço em que nos apoiarmos, mas que seguimos sozinhas e que nossa relação

é para com o mundo da realidade e não apenas para com o mundo dos homens e das

mulheres, então chegará a oportunidade, e o poeta morto que foi a irmã de

Shakespeare assumirá o corpo que com tanta freqüência deitou por terra.

Extraindo sua vida das vidas das desconhecidas que foram suas precursoras, como

antes fez seu irmão, ela nascerá. Quanto a ela chegar sem essa preparação, sem

esse esforço de nossa parte, sem essa determinação de que, quando nascer

novamente, ela achará possível viver e escrever sua poesia, isso não podemos

esperar, pois isso seria impossível. Mas afirmo que ela viria se trabalhássemos

por ela, e que trabalhar assim, mesmo na pobreza e na obscuridade, vale a

pena.”



E aí, eu acrescento que vale a pena, ao menos, para saborear o gosto doce que tem a liberdade. A liberdade de ousar, de não ter arrependimentos, de não ter medo de ter medo, de não ter culpa de ter culpa, e principalmente, de viver sem levar para o lado pessoal o que está nos sendo dito. Porque se o fizermos, acreditaremos e concordaremos com o que está sendo dito. E então, parafraseando Sartre, o inferno se tornará os outros...! E por que os outros e o que dirão os outros, se nada afeta o que sou? Afinal, os outros opinam de acordo com seus sistemas de crenças...

Analisando a Morte...( Pedro Bial)

                                                   


Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os
colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos,

parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada,estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena,

mas nada acontecia ali de risível, era só dor e a perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam.

A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro:

a morte por si só, é uma piada pronta.

A morte é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.

Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...

Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...

MORRE.

Como assim?

E os e-mails que você ainda não abriu?

O livro que ficou pela metade?

O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia:

MORRER...

A troco de que?

Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.

Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.

Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...

Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...

De uma hora pra outro, tudo isso termina...

Numa colisão na freeway...

Numa artéria entupida...

Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis...

Qual é?

Morrer é um chiste.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.

Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...

Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...

A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.

Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.

Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...

Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...

Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.

ok, hora de descansar em paz.

Mas antes de viver tudo?

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.

Morrer é um exagero.

E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.

Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...Perdoe,

Perdoe...

Sempre!!

8 de set de 2010

Alô Meu Deus



                                                                                  



Alô, Meu Deus
Padre Zezinho
Composição: Pe. Zezinho
Alô meu Deus,
fazia tanto tempo
que eu não mais te procurava.
Alô meu Deus,
senti saudades tuas
e acabei voltando aqui.
Andei por mil caminhos
e, como as andorinhas,
eu vim fazer meu ninho
em tua casa e repousar.
Embora eu me afastasse
e andasse desligado,
meu coração cansado,
resolveu voltar.




nas terras onde andei.
Eu não me acostumei,
nas terras onde andei..
Alô meu Deus,




fazia tanto tempo
que eu não mais te procurava.
Alô meu Deus,
senti saudades tuas
e acabei voltando aqui.
Gastei a minha herança,
comprando só matéria,
restou-me a esperança
de outra vez te encontrar.
Voltei arrependido,
e volto convencido,
meu coração ferido
que este é o meu lugar.



Eu não me acostumei,



Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender...

                                                                                    



Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!

Luís Fernando Veríssimo

7 de set de 2010



A PEDRA

O distraído nela tropeçou...

O bruto a usou como projétil.

O empreendedor, usando-a, construiu.

O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou.

Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela

escultura...

E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o

seu próprio crescimento.

6 de set de 2010

Amas o Bastante?



Amas o Bastante?
Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?”

(João, cap. 21, v. 17)

Aos aprendizes menos avisados é estranhável que Jesus houvesse indagado do apóstolo, por três vezes, quanto à segurança de seu amor.

O próprio Simão Pedro, ouvindo a interrogação repetida, entristecera-se, supondo que o Mestre suspeitasse de seus sentimentos mais íntimos.

Contudo, o ensinamento é mais profundo.

Naquele instante, confiava-lhe Jesus o ministério da cooperação nos serviços redentores.

O pescador de Cafarnaum ia contribuir na elevação de seus tutelados do mundo, ia apostolizar, alcançando valores novos para a vida eterna.

Muito significativa, portanto, a pergunta do Senhor nesse particular.

Jesus não pede informação ao discípulo, com respeito aos raciocínios que lhe eram peculiares, não deseja inteirar-se dos conhecimentos do colaborador, relativamente a Ele, não reclama compromisso formal.

Pretende saber apenas se Pedro o ama, deixando perceber que, com o amor, as demais dificuldades se resolvem.

Se o discípulo possui suficiente provisão dessa essência divina, a tarefa mais dura converte-se em apostolado de bênçãos promissoras.

É imperioso, desse modo, reconhecer que as tuas conquistas intelectuais valem muito, que tuas indagações são louváveis, mas em verdade somente serás efetivo e eficiente cooperador do Cristo se tiveres amor.


Autor Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

"Martin Luther King "

                    
...O Ódio Paralisa a Vida
O Ódio Paralisa a Vida;
o Amor a Desata.

O Ódio Confunde
a Vida;
o Amor a Harmoniza.
O Ódio Escurece a Vida;
o Amor a Ilumina.

Autor Martin Luther King

4 de set de 2010

Sem hospícios, morrem mais doentes mentais.

Em cinco anos, governo fechou um quarto dos leitos psiquiátricos, sem criar serviço substituto; mortes subiram 41%.

ISOLAMENTO, SOFRIMENTO, HUMILHAÇÃO  DOR, MORTE !
 HOSPITAL PSIQUIÁTRICO .


3 de set de 2010


CHICA DA SILVA

Não se sabe a data de nascimento de Francisca da Silva, sabe-se que ela era filha de uma mulher negra com um português, chamados Maria da Costa e Antônio Caetano de Sá, respectivamente.

A carta de alforria de Chica, foi assinada pelo então desembargador João Fernandes de Oliveira, com quem passou a viver maritalmente, não eram casados pois a legislação não permitia casamento entre senhores brancos e negras forras.

Chica ficou reconhecida na região como a Chica que manda, já em 1754 possuía um sobrado e alguns escravos. Sua casa ficava na rua do Bonfim, local prestigiado do arraial, com uma capela própria, possuía ainda, nos arredores do Tejuco uma espécie de castelo, a chácara de Palha, com capela e teatro.

Associou-se a várias Irmandades, que eram entidades que agregavam indivíduos de mesma origem e condição, o que lhe proporcionava uma forma de obter distinção e reconhecimento social. Na Irmandade das Mêrces, que congregava pardos, Chica, chegou a ser juíza. No livro da Irmandade do santíssimo do tejuco, existem dezenas de registros de pagamentos feitos por Chica para viabilizar casamentos, batismos e enterros de seus escravos. João Fernandes faleceu em Lisboa, em 1779.

Chica da Silva se utilizou dos meios disponíveis às mulheres escravas, que eram a maioria alforriada. De acordo com o censo 1738 elas constituíam 65% do total de 387 forros, contra 37% dos homens. Ao longo de sua trajetória, ela agiu de forma a diminuir o preconceito que a cor e a escravidão lhe conferiam, para isso promoveu a ascensão social de seus filhos.Chica da Silva morreu no dia 15 de fevereiro de 1796, no Tejuco. Foi enterrada na Igreja de São Francisco de Assis, cuja irmandade era reservada a elite branca do arraial, o que demostra sua importância e prestígio.

31 de ago de 2010


Sou uma moça polida
levando
uma vida lascada
cada instante
pinta um grilo
por cima
da minha sacada

(RUIZ, Alice. In: Navalhanaliga)








{ ... }


''...Tem dias que põe virgula ,tem dias que põe reticências , tem dias que põe ponto final e tem dias que tem a necessidade de virar a página, o tempo todo nós fazemos a experiência de escrever a vida que somos nós , e o mais bonito: nós temos o direito de escolher como vamos pontuar esse texto, porque Deus trabalha o tempo todo no nosso coração assim, para que a gente aprenda a escrever, para que não venha ninguém escrever por nós e mesmo que alguém passe pela nossa vida, que apenas deixe detalhes no nosso texto porque o autor é agente, e o mais bonito é que tudo está sendo inspirado por ELE...''


(Pe. Fábio de Melo).

30 de ago de 2010

"Por favor, não me analise

                                                                               


"Por favor, não me analise




Não fique procurando cada ponto fraco meu.


Se ninguém resiste a uma análise profunda,


Quanto mais eu…


Ciumento, exigente, inseguro, carente...


Todo cheio de marcas que a vida deixou


Vejo em cada grito de exigência


Um pedido de carência, um pedido de amor...






Amor é síntese


É uma integração de dados


Não há que tirar nem pôr


Não me corte em fatias


Ninguém consegue abraçar um pedaço


Me envolva todo em seus braços


E eu serei o perfeito amor.”...






MARIO QUINTANA